4/28/2009 11:19:46 AM
Munguzá Cultural com a professora Ruth Vasconcelos que discutirá temas existenciais e sociais
Papo cabeça no Museu Théo Brandão
Munguzá Cultural com a professora Ruth Vasconcelos que discutirá temas existenciais e sociais
Na próxima quarta, 29, às 19h, será realizado no Museu Théo Brandão/UFAL, o Munguzá Cultural “Onde está o tesouro?”, um bate papo com a professora da Ufal, Ruth Vasconcelos. Na ocasião, será servido um munguzá para o público presente. A conversa terá como tema as discussões sociais e existenciais do livro “Onde está o tesouro? Roteiro de um encontro”, da professora e socióloga, Ruth Vasconcelos e do seu pai, o médico e filósofo autodidata, Everaldo Alves Lopes Ferreira. A obra trata de temas como: envelhecimento, medo, sentido da vida, morte, violência, política, capitalismo, educação, fé, liberdade, desejo, drogas, amor e ética.
O livro é uma coletânea de cartas trocadas entre pai e filha. Nessas correspondências, os temas são abordados a partir das próprias experiências existências dos autores, e da leitura de sociólogos e filósofos no percurso de suas vidas. “Falamos de nós mesmos, de nossa infância e da ‘trilha do desejo’ que nos conduziu a este encontro entre pai e filha”, disse a socióloga.
Para o bate papo, Ruth explicou que não há uma seleção antecipada de determinados temas do livro, a abordagem dependerá do interesse dos presentes. “Não sei quais as cartas que provocaram mais os leitores. Então, estarei lá para conversar e, talvez, tirar alguma dúvida que o texto tenha provocado”, disse.
A socióloga afirma que a ideia inicial foi divulgar os pensamentos de seu pai, cuja sabedoria é fruto de leituras e de uma experiência de 80 anos de vida. “Pensei, inicialmente, em fazer uma compilação de suas ideias, mesclando com fatos de sua vida. Depois, havia a possibilidade de escrevermos um livro a quatro mãos; por fim, surgiu a ideia das cartas” explicou.
Todas as cartas foram escritas em 2008, mas tratam de temas atemporais. “São temas que transcendem o tempo cronológico, por isso, não estão datadas, intencionalmente. Imaginamos que elas poderão ser lidas em qualquer época. A própria sequência do livro não precisa ser obedecida”, explicou Ruth.
A autora revela que ela e o pai ainda estão se correspondendo. O bate papo no Museu será a primeira oportunidade para o público tirar dúvidas sobre questões do livro, ou mesmo, ter uma primeira aproximação com a obra. Alguns exemplares do livro estarão à venda no Museu. É uma oportunidade de fazer uma reflexão sobre questões da vida contemporânea e de todos os tempos. A entrada é franca.
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